O café e o processo de modernização de São Paulo

Maria de Fátima ,

Maria Ivonete de Carvalho e

Vanessa Maria Novak

 

 

O café chegou ao norte do Brasil, mas precisamente em Belém, em 1727. Foi trazido da Guiana Francesa pelo sargento – mor Francisco de Melo Palheta, a pedido do governador do Maranhão e Grão-Pará. Já naquela época o café possuía grande valor comercial. Palheta aproximou-se da esposa do governador de Caiena, capital da Guiana Francesa, e conquistou sua confiança. Assim, conseguiu trazer para o Brasil uma pequena muda de café do tipo arábica, escondida em sua bagagem.

Devido às condições climáticas brasileiras, o cultivo de café se espalhou rapidamente pelo país. Em sua trajetória o café passou pelo Maranhão, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. Num espaço de tempo relativamente curto, o café atingiu, no século XIX, a posição de produto-base da economia brasileira.

 

O desenvolvimento do café

 

 

Problematização

1. Podemos afirmar que atualmente o café ainda possui grande valor comercial?

2. Como seria o Brasil de hoje sem o comércio do café?

A economia cafeeira em São Paulo foi o grande motor da economia brasileira desde a segunda metade do século XIX até a década de 1920. Como o Brasil detinha o controle sobre grande parte da oferta mundial desse produto, podia facilmente controlar os preços do café nos mercados internacionais, obtendo assim lucros elevados. A demanda mundial de café tinha a característica de ser inelástica em relação ao preço e à renda dos consumidores, isto é, o seu crescimento dependia fundamentalmente do crescimento populacional dos países consumidores. Assim, tinha-se uma situação de crescimento da oferta de café muito superior ao crescimento de sua demanda, indicando uma tendência estrutural de baixa de preços no longo prazo. 

   

A cultura do café exigia grandes espaços de terras e mão –de –obra (escrava), neste sentido, o aumento da produção de café estava ligado ao crescimento da entrada de escravos, que alcançou o auge em 1848, dois anos antes da Lei Euzébio de Queiroz (1850), que proibia o tráfico de escravos, quando desembarcaram no Brasil 60.000 cativos africanos. O chamado “ciclo do café” teve repercussões econômicas e sociais importantes no Brasil. A expansão da lavoura levou à ampliação das vias férreas, principalmente em São Paulo; os portos do Rio de Janeiro e de Santos foram modernizados para sua exportação; a necessidade de mão-de-obra trouxe imigrantes europeus, principalmente depois da abolição dos escravos; o café foi o primeiro produto de exportação controlado principalmente por brasileiros, possibilitando o acúmulo de capitais no país.

 

Problematização

1. Você considera o trabalho dos europeus nas lavouras de café, mão – de – obra escrava?

2. De acordo com a foto, crianças também trabalhavam na colheita de café no século XX. O que você acha disso?

As fazendas de café construídas no século XIX ao longo do vale do Rio Paraíba do Sul (entre os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais).Em 1500, mais de 90% da área do atual estado do Rio de Janeiro eram cobertos pela Mata Atlântica; situação que pouco mudou até o final do século XVIII, quando o café se espalhou pela Serra do Mar e pelo vale do Paraíba do Sul. Cerca de cem anos depois, por volta do final do século XIX, o Rio de Janeiro tinha perdido uma área de floresta equivalente a cerca de 60% da área do estado.

A importância econômica do café refletiu-se na sua expansão geográfica. Hoje, as áreas de cultivo localizam-se nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Bahia. Após a grande geada de 1975, houve um deslocamento das principais zonas produtoras do Norte do Paraná para áreas de clima mais favorável, como o sul de Minas Gerais e o interior capixaba.

Fazenda Pau D'Alho - São José do Barreiro - São Paulo

 

Problematização

1. Comparando as fotos podemos dizer que as fazendas de  hoje mudaram muito em relação ás fazendas de antigamente

2. Você já viu alguma fazenda cafeeira? Comente como ela é.

A participação do café nas exportações do país diminuiu; em meados dos anos 70, o valor da exportação de manufaturados ultrapassou o do café, que, desde o início dos anos 80, responde por cerca de 10% do valor total das exportações brasileiras. Apesar disso, o café é ainda um dos principais produtos isolados exportados pelo país. São Paulo, que foi o maior produtor nacional desde o último terço do século passado, perdeu a primazia para o Paraná no final dos anos 50, mas sua produção ainda era significativa: em 1966-1967, por exemplo, metade de todos os cafeeiros do país estava plantada nesses dois Estados. Em 1996 o consumo mundial supera a barreira dos 100 milhões de sacas. Em 1997 o Brasil atinge  quase 3  bilhões de dólares na exportação de café, tendo a Alemanha superado os Estados Unidos como maior importador.
Em 1998 o comitê do Conselho da Bolsa de New York coloca na pauta o café despolpado brasileiro.

Sacas de café

 

Café (Portinari, 1925)

 

Curiosidades

Benjamin Thompson.

 O mercado voltado à bebida evoluiu no mundo no século XVIII.

Enquanto o Brasil firmava-se como o maior produtor mundial de café, o mundo inventava máquinas que desdobrassem o sabor da bebida. Até então ela era só consumida de maneira tradicional: coar o pó com água quente através de um filtro de pano. No fim do século XVIII surgiu a primeira cafeteira, criada pelo físico e inventor americano Benjamin Thompson.

 

cafeiteira moderna

 

O velho coador de pano

 

Referências

TEIXEIRA, Francisco N. P. História de São Paulo: 4º ou 5º ano, São Paulo, Ática, 2008.

Grande Enciclopédia Larousse Cultural CAFÉ-La Dolce Vita – Asa Editores Ltda.

www.paulomiranda.com.br

autoras

Maria de Fátima, Vanessa Novak e Maria Ivonete – PEDAGOGIA 5º B – UMC 

 

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2 Respostas to “O café e o processo de modernização de São Paulo”

  1. Adorei nosso trabalho galera!!!
    Agora é só melhorar a cada dia mais.
    Aguardem novas postagens.

    Vanessa

  2. Adorei, muito iteressante.

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