São Paulo nos anos 30 e 40

Erika Cristina da Silva,

Giancarla de Matos Medeiros,

Gislene Cristina Alves David,

Paloma Isaias,

Roberta Barreto de Sousa Oliveira e

Vasti Alves Ribeiro

REVOLUÇÃO DE 32

A Revolução iniciou-se no dia 9 de Julho de 1932 e durou três meses, esta foi uma revolução de paulistas que lutavam contra a ditadura de Getúlio Vargas e por uma Constituição para o Brasil.

Os paulistas não aceitavam que seus direitos não fossem garantidos, pressionavam o Governo Vargas para que convocasse uma Constituinte e ampliasse a autonomia política dos Estados. Um grupo de jovens invadiu a sede de um jornal varguista,. Dentro do prédio, os legalistas resistiram. Um jovem audacioso subiu as escadas e levou um tiro, após isto, uma série de lutas se seguiram e o resultando foi: quatro mortos: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo. A partir deste fato, os Paulistas ficaram ainda mais inconformados, seguindo-se assim a Revolução Constitucionalista de 1932.

Foram enviadas tropas de todos os pontos do país contra São Paulo. A justificativa de alguns participantes era de que seus Estados lutariam contra a Revolução Paulista para evitar que São Paulo se separasse do resto do país.

Com este tipo de argumento, os interventores conseguiram grande número de voluntários para lutar contra os paulistas. Mesmo assim, São Paulo, não se rendia.

No dia seguinte ao tumulto, num jantar no restaurante Posilipo, foi fundado o MMDC, uma organização cívil que passou a atuar na clandestinidade, e exerceu importante papel na organização e apoio e treinamento aos revolucionários paulistas no episódio de 1932.

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Problematizando:

Observe atentamente o cartão postal acima e:

  1. Pesquise sobre o MMDC. Explique o que é.

  2. Qual o significado das imagens alegóricas no cartão postal?

  3. De que forma o MMDC influenciou para a Revolta Constitucionalista Paulista?

  4. Com qual o intuito foi criado o MMDC?

A infância  e o trabalho nos anos 30 e 40

A classe operaria paulistana fortaleceu-se através da busca por novos caminhos por parte dos imigrantes, principalmente italianos, que viviam em bairros operários, como o Brás e a Lapa. Grande parte dos operários era composto por crianças e adolescentes , que trabalhavam junto aos seus pais.

Em 1870 concretizou-se a procura por mão-de-obra infantil, sobretudo no setor têxtil, como podemos observar em anúncios nos estabelecimentos industriais. A mão-de-obra infantil não era uma “novidade”. Desde a Revolução Industrial na Inglaterra, o uso das crianças e adolescentes como força de trabalho nas fábricas era comum, pois eles possuíam mãos pequenas e ágeis, ideais para o trabalho na industria de tecidos. Além disso, o salário pago a esses pequenos (literalmente) operários, era menor, viabilizando assim, um lucro maior aos burgueses.

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No Brasil, a jornada nas fábricas era muito longa, as crianças não tinham tempo de brincar e acabavam inventando as brincadeiras em meio à rotina do trabalho. No interior das fábricas, elas passavam por situações constrangedoras como: agressões, brigas, acidentes constantes, desentendimento, queimaduras, além de atritos e violências por parte dos patrões. Apesar das denuncias feitas pelas próprias crianças, a situação permaneceu incontrolável por um longo tempo, chegando até mesmo a morte de alguns menores.

A infância durante os anos 30 e 40 não existia, pois era voltada para o trabalho nas fábricas e oficinas. Crianças de pouca idade. se tornaram trabalhadoras, seguindo uma linha de exploração de mão-de-obra imposta e barata. Algumas medidas e leis  foram elaboradas, porém se fazia necessário cumpri-las. Entretanto com defasagem no sistema de fiscalização, pouco eficiente, essa legislação não conseguiu poupar a infância e a adolescência da exploração que ocorria no mundo do trabalho.

Como afirma Mary del Priori em História das Crianças no Brasil :

“O conjunto das condiçõoes de trabalho nos estabelecimentos industriais em São Paulo acenava a primeira vista, com a possível inexistência de medidas que visassem a regulamentação do trabalho em geral e especificamente em relação aos menores. No entanto, conforme alertava o jornal O Combate na Década de 1910, as leis já existiam, bastando apenas executá-las.” (Priori, 2007, p.271)

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Problematizando:

  1. Qual era o motivo dos comerciantes optarem pela mão-de-obra infantil?

  2. Apesar dos maus tratos, por que as crianças persistiam em trabalhar nas fabricas e nas oficinas?

O trabalho de mão-de-obra infantil continuou durante as primeiras décadas republicanas. As criaças eram classificadas em dois niveis:

Classe de nivel mental bom Classe de nivel mental inferior
Estatura 15 crianças tinham uma estatura superior à media das crianças de sua idade Somente duas estaturas superiores a média
Peso Um único peso inferior à media 10 pesos inferiores
Hospitalizações Apenas três crianças nos anos precedentes passaram por estabelelecimentos sanitários 14 crianças já tinham sido hospitalizadas
Profissão dos pais Industriais, comerciantes Operários
Habitação Somente quatro famílias em casa operárias 16 familias em casas operárias
Roupas e calçados distribuidos Raros Frequentes
Cantina Raros Frequentes

Problematizando:

1. Após observar o quadro acima, a qual conclusão você pode chegar?

Apesar da condições inadequadas do trabalho, as crianças e adolescentes persistiam em se empregarem nas fábrica de São Paulo, por causa da pobreza. Os salários eram inferiores em relação a mão-de-obra adulta, aproximando do sálario feminino, porém as crianças sofriam constantes agressões pelos patrões e as mutilações pelas máquinas tornavam-se mais frequentes na rotina de trabalho.

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Problematizando:

  1. As crianças pobres sempre trabalharam. Mas, para quem?

  2. Existia infância para as crianças que trabalhavam naquela época?

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3. Qual era a idade mínima das crianças para entrar no mercado de trabalho?

4. Existia naquela época alguma divisão de trabalho conforme as idades?

5. Os salários eram pagos para os trabalhadores de forma igualitária?

O Ensino na década de 30

No Brasil até 1931, o ensino secundário não era obrigatório, assim o aluno poderia ingressar no ensino superior independente de ter realizado um curso regular.

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